Uma das coisas que eu alterei na minha rotina de treinos, de uns tempos pra cá e me trouxe um resultado muito bom foi a questão da alimentação. Eu estava usando um carboidrato de absorção lenta (Glucerna SR) e achava que estava dando certo, mas a verdade é que as doses de insulina basal que estavam programadas na bomba de insulina estavam muito altas e isso fazia com que eu achasse que a corrida estava "queimando" esses carboidratos... ledo engano!
Fazendo a correção dos valores de insulina basal (diminuiram consideravelmente), eu pude perceber que para o diabético a corrida altera de duas formas a glicemia: durante o exercício, se a intensidade for baixa ou moderada, a glicemia desce, se a intensidade for alta a glicemia sobe (mas não muito). Depois da corrida - por mais incrível que pareça - a glicemia sobe (não imediatamente, mas após algum tempo).
Portanto, aquele carboidrato de ação lenta que eu consumia ia ser liberado no final da corrida e, juntamente com o aumento natural da glicemia após o esforço prolongado (depois de 45 minutos de corrida), os níveis de glicose subiam muito...
Por orientação da minha endocrinologista, passei a fazer duas alterações nos basais da bomba de insulina: durante a corrida: 50% da dose de basal e depois da corrida 120%.
Em matéria de alimentação, uma fruta com casca: maçã, pêra, etc e se houver necessidade de correção, utilizo apenas 50% da insulina necessária, deixando, sempre, a glicemia em torno de 140mmg/dll.
Um dos meus treinos, para a Meia Maratona, de 18km eu saí com glicemia de 145mmg/dll e depois de 02 horas de corrida, estava em 117mmg/dll... Na chegada, um gatorade para repor os sais e ajudar a subir um pouco a glicemia e ajuste da bomba para 120%... 02 horas depois, a glicemia estava em 90mmg/dll, no pré-prandial do almoço... Controle é TUDO!

